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A ABMIGAER RECOMENDA A LEITURA  DAS MANIFESTAÇÕES DE OPINIÕES ABAIXO, NO SENTIDO DE ALERTA COM A SITUAÇÃO ATUAL, VISANDO A BUSCA DO EQULÍBRIO POLÍTICO-INSTITUCIONAL DE NOSSO PAÍS.

 

FALTA COMANDO (Eliane Cantanhêde) – FOLHA SP - 10.08.08

BRSÍLIA– Cadê o comandante-em-chefe das Forças Armadas e das forças civis para segurar seus radicais à direita e à esquerda?

   O ministro Tarso Genro ameaça a toda hora botar militares envolvidos com tortura no banco dos réus. E oficiais da ativa e da reserva reagiram com uma manifestação de ostensiva provocação contra o governo no Clube Militar do Rio.

   Se fosse mais um encontro de “generais de pijama”, tudo bem. Mas a presença do comandante do Leste e do diretor de Ensino e Pesquisa, generais-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho e Paulo César Castro, muda tudo de figura. Os dois são “quatro estrelas”, estão no topo da hierarquia militar e integram o Alto Comando do Exército. Cesário ocupa o maior posto da área.

   Eles foram aconselhados por companheiros a não comparecer, mas só concordaram em trocar a farda por terno e gravata. Isso muda a foto, não a gravidade da situação: a presença de ambos institucionaliza a adesão do Exército a um ato contra o governo. Aliás, contra o governo e a favor do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, presente em todas as listas de torturadores do regime militar. O EXÉRCITO BRASILEIRO DE HOJE PODERIA MUITO BEM PASSAR SEM ESSA.

   Seria ingenuidade achar que Tarso Genro fala sozinho de um lado e os manifestantes do Clube Militar falam sozinhos do outro. São duas forças que se contrapõem e testam limites. Entre uma e outra está o ministro da Defesa, Nelson Jobim, com o cargo e uma vantagem: nem é da turma que pegou em armas contra o regime de 64 e é acusada de “revanchista”, nem é da turma fardada que resolveu bater continência para torturador. E tenta driblar os seus radicais e os dos outros.

  Mas o comandante-em-chefe é LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, que precisa dizer se endossa ou não a Lei da Anistia, se respalda ou não o movimento de Tarso Genro e se engole ou não o desacato do Clube Militar. Enquanto isso, as tropas encorpam e a guerra corre solta. (eliane@uol.com.br)

 

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TÍTULO: BRASIL, ACIMA DE TUDO!

 Prezados Correspondentes,

 

Encaminhamos  texto oportuno e interessante do Valte Sérgio Tasso Vásquez Aquino, para o qual solicitamos ampla difusão a todos os amigos, pela internet ou por meio de cópias impressas.

O título diz tudo, a leitura é essencial.

 

BRASIL, ACIMA DE TUDO!

 

Um forte abraço.

 

Walter Starling Lopes

Gerente de e-mail do Grupo Inconfidência

 

31 DE MARÇO, UMA DATA QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA.

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

 

Em 31 de março de 1964, o Brasil salvou-se  a si mesmo e frustrou o projeto de comunização da América do Sul, que seria o corolário natural da queda do nosso País sob o jugo vermelho.

Povo e Forças Armadas, juntos e irmanados, reagiram a tempo contra o caos e a desordem comandados pelo governo de então, inspirado pelos centros de subversão, extremamente atuantes no propósito de “exportar a revolução”, Moscou, Pequim e Havana. A consciência nacional, altiva e soberana, deu um basta à baderna instalada e interrompeu a senda de ódio, opróbrio e horror a que a Pátria parecia inexoravelmente condenada.

Um forte componente da reação democrática foram as profundas e arraigadas convicções religiosas do nosso povo, o sentimento e vivência cristãos que se opunham a qualquer dominação totalitária, baseada na negação de Deus e da dignidade intrínseca a toda pessoa humana, “feita à Sua imagem e semelhança”. As bravas mulheres brasileiras, bastiões das virtudes nacionais e primeiras educadoras e formadoras de cidadãos/cidadãs no seio das famílias, saíram às ruas e praças, com seus rosários nas mãos, nas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”, que se multiplicaram país afora. E impeliram as Forças Armadas a agir, cumprindo seu mais importante juramento, e deram legitimidade à gesta heróica para salvar a Nação da opressão, da escravidão, do mais nefasto dos destinos!

Os anos que se seguiram foram de ordem e progresso, de fortalecimento do País, que se desenvolveu notavelmente, em ambiente de paz e de segurança. O Brasil alçou-se da 47º à 8º posição entre as economias do mundo, e espetaculares avanços foram realizados em todos os setores e regiões do País. Havia um planejamento nacional, um projeto de nação posto em marcha e cumprido com determinação. Construíam-se, de fato, com competência, honradez e adequada aplicação dos recursos disponíveis, o futuro de nossa nação e a felicidade do seu povo. O eternopaís do futurofinalmente encontrava a grandeza devida e a afirmação dos seus sonhos no presente, a ponto de ser reconhecido e aclamado, pelo mundo todo, o chamado “milagre brasileiro”, quando crescíamos à taxa média de 11% ao ano! Tudo fruto do trabalho dos brasileiros e da seriedade e do talento dos seus dirigentes... Aliás, de 1880 a 1980, o Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo, ao contrário das décadas seguintes, a de 1980, “década perdida”, a de 1990, “década perversa”, e a de 2000, que se apresenta comodécada diabólica”, de retrocesso pleno, material, moral, espiritual...

Durante o período dos chamados “governos militares”, os brasileiros gozávamos de paz e de segurança, e nosso País era respeitado e acatado internacionalmente. As projeções que os analistas estrangeiros faziam concediam-nos o “status” de aspirante certo a potência, condição a ser alcançada em breves anos, e imigrantes de toda a parte buscavam, ainda, vida melhor dentro de nossas fronteiras. Nossa soberania era inqüestionável e ninguém, de fora, metia-se a dizer-nos o que fazer, a explorar e espoliar nossas riquezas, a imiscuir-se em nossos assuntos internos ou a tentar comandá-los em proveito próprio e em prejuízo do Brasil e do seu povo. Os únicos que se sentiam inseguros eram os facínoras ideológicos, que se haviam desencaminhado pelas trilhas sangrentas da guerrilha e do terrorismo e, de armas na mão, tentavam subverter a ordem nas cidades e nos campos. Pelos seqüestros, assassinatos, expropriações e roubos, atos terroristas indiscriminados. Contra eles, legitimamente, teve de levantar-se a violência do Estado, em defesa da Pátria e do povo ameaçados.

O ideário da Contra-revolução de Março de 1964 proclamava os propósitos de “jugular a subversão, combater a corrupção e promover o homem comum brasileiro”. Seus ideais eram democráticos, daí ser também conhecida comoRevolução Democrática”.

Nenhum dos generais-presidentes visou à eternização no poder, nenhum cogitou sequer da própria reeleição. O primeiro deles, Marechal Castello Branco, autolimitou sua permanência na presidência em um ano, ficando dois premido pelos acontecimentos políticos da época, e a contragosto. O ideal era, e sempre foi, democrático, de acordo com a visceral vocação das Forças Armadas do Brasil. Daí, a abertura política e a entrega do poder aos políticos, antecedida pela anistia ampla, geral e irrestrita, generoso movimento destinado a cicatrizar as feridas do passado, a sopitar os antigos ódios políticos e ideológicos e a congregar todos os brasileiros no esforço e na luta comuns para elevar a Pátria e tornar feliz o povo. Tudo de acordo com o exemplo magnífico de Caxias, o Pacificador.

O tão esperado processo de redemocratização revelou-se grande frustração e melancólica decepção. Os políticos brasileiros nada aprenderam em seus anos de ostracismo, e voltaram, com fome implacável, ao butim da riqueza nacional, construído pelo trabalho, pelo suor, pelo sacrifício e pelo sangue de gerações e gerações de barasileiros, heróis autênticos uns ou homens e mulheres comuns outros. Pensando apenas em si mesmos e nos interesses próprios e do séquito de amigos, parentes e correligionários, desprezando governados e eleitores, que supostamente representam, desde 1985, em maior ou menor grau, entregam-se a repartir os despojos do Estado como coisa sua, passando, pois, a República a ser tratada como coisa privada... Não são muitos os registros de políticos, no período, que tenham deixado o poder mais pobres do que quando entraram; ao contrário, são incontáveis os que montaram sólidas fortunas apenas quando no exercício da vida pública, paga regiamente pelo Erário, mas também com polpudas e nem sempre honradas benesses associadas...

De 1990 a 2002, a situação agravou-se drasticamente, com o consentimento e a participação dos sucessivos governos, pela relativização consentida da soberania; a entrega do patrimônio nacional a grupos econômicos, inclusive e principalmente estrangeiros, a preço vil;  a aceitação e o incentivo à proliferação de ONGs e da interferência externa nos assuntos internos; o endeusamento do mercado e a subordinação das ações governamentais à maldita usura, comandada e estimulada de fora; a generalizada e injustificável premiação de ex-guerrilheiros e terroristas porindenizaçõespagas pelos sofridos impostos recolhidos de todos nós; a progressiva anestesia da consciência nacional, jogada a estado de torpor pelo uso pervertido e diuturno, propositadamente subordinado a escusos interesses econômico-político-ideológicos, da mídia e da cátedra; a tolerância com a violência crescente e o descaso com saúde, educação, saneamento, emprego, habitação, geração de renda, previdência, ciência e tecnologia, infra-estrutura de transportes, energia e comunicações; o achincalhe, o desprestígio e o enfraquecimento das Forças Armadas e de tudo o que é bom, decente, virtuoso, honrado no País... Com o progressivo e programado apodrecimento dos pilares básicos da nacionalidade, foi preparado o advento da nova ordem!

Esta, em gestaçãolongo tempo e fortalecida pelo conluio neoliberal-marxista, finalmente chegou ao governo em 2003, com postura típica de lobo em pele de cordeiro, sendo, desde então, agravados os desvios e distorções observados nos doze anos anteriores, principalmente o revanchismo contra as Forças Armadas, a incompetência e a inaptidão administrativas, a corrupção, e a impunidade associada, com que são tratados os recursos públicos. E, pelo aparelhamento do Estado, pela desmoralização do legislativo e pela ampla relativização moral da sociedade e dos setores e pessoas que sobre ela têm responsabilidades, os quais, em grande maioria, tudo aceitam, a nada reagem e apenas assistem ao programado processo de destruição nacional, está em vias de assumir o poder, todo o poder.

É por isso que nos temos de manter atentos, fazendo cada vez mais fortes, convictos, combativos, prontos a defender o Brasil, nossos corações, nossas mentes, nossa almas. É por isso que o 31 de Março não pode ser esquecido, nem os bravos homens e mulheres que o tornaram possível e adiaram, por bastante tempo, mais uma tentativa de dominação extremista do Brasil, colhendo, ainda,  resultados tão positivos do seu subseqüente trabalho em prol da Pátria. Mas a hidra vermelha tem muitas vidas e mil disfarces, como o mal supremo que a alenta e impele, e está tentando de novo!

TUDO PELA PÁTRIA”, essa deve ser a inspiração permanente de todos os brasileiros dignos desse nome, os que não mentem, não se omitem, não traem, para a grande e necessária luta pelo Bem Comum, pela paz e pela justiça em nossa terra, com a graça de Deus!

Rio de Janeiro, RJ, 27 de março de 2007.

 

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CLUBE DE AERONÁUTICA

 

Mensagem do Presidente

 

A CONTRA-REVOLUÇÃO QUE SALVOU O BRASIL

 

 

O Povo Brasileiro tem de agradecer, eternamente, ao Movimento Popular de 31 de março de 1964, promovido pela sociedade pensante nacional, por tê-lo livrado de uma ditadura radical de esquerda e de um total descontrole institucional do poder público central.

Naquele tempo, a população válida, ainda, tinha voz para garantir os legítimos anseios da nacionalidade e ser capaz de se proteger.

Hoje, o segmento popular majoritário que viabilizou o acesso dos governantes atuais, infelizmente, é amorfo, sem vontade coletiva e acostumado com corrupção em todos os níveis sociais, além de ser facilmente manipulável pelo governo, mercê dos mais indignos favorecimentos pessoais, das bolsas-família aos mensalões.

Assim, a maioria populacional, descontrolada e sem direção, serve de lastro para homologar, numericamente, essa “democracia” distorcida e perigosa, que poderá conduzir a Nação para destinos sombrios.

A balbúrdia e os desmandos generalizados tomaram conta do País, asfixiando o cidadão responsável, que não sabe a quem recorrer para fazer valer os seus mais elementares direitos individuais.

A impunidade e a tolerância venal, com relação ao comportamento de delinqüentes extremados, malversadores da propriedade privada, são estimulados, também, pela incompreensível e criminosa omissão dos agentes públicos federais.

Hordas de malfeitores, transitando livremente, praticam o crime em todas as dimensões, este, institucionalizado, desde os nichos palacianos aos santuários da periferia desassistida (e até ao interior das prisões), apavora as famílias desprotegidas e acuadas pelo poder crescente dos grupos criminosos organizados.

Enquanto a Nação fenece em face das ínfimas taxas de crescimento pela absoluta carência de investimentos produtivos, a arbitrariedade e a insensatez governamentais distribuem o bem público, como se fosse sua propriedade particular. Tal generosidade tem como escopo a compra de consciências – do legislativo, do judiciário e das populações mais carentes das regiões periféricas – ou de cumplicidade, com a concessão de imensas glebas da União para interessados internacionais, além das vantagens ilegítimas que isso poderia ensejar.

Por outro lado, a desmoralização coletiva cresce a passos largos, quando o Presidente demonstra falta de autoridade, nos assuntos internos, e fraqueza, no trato das questões internacionais, não sabendo impor-se diante do desrespeito explícito de governantes estrangeiros.

Além disso, uma perigosa carência de elementar visão estratégica leva o Executivo a descuidar do preparo das Forças Armadas, a ponto de colocar em risco a capacidade de defesa do patrimônio nacional e de garantia de sua própria soberania.

Esse contínuo desprestígio, com a obstinada campanha de desagregação do estamento militar, parece ser alvo prioritário de uma inteligência maquiavélica, organizada para prevenir eventuais interferências das Forças Armadas, no momento em que se deflagrar o golpe final para implantação de regimes totalitários de exceção em nossa Pátria.

Assim, perigosos riscos de desestabilização institucional são, cada vez mais, evidentes, quando se identificam intenções inconfessáveis do partido dominante de buscar, a qualquer custo, a meta do continuísmo no poder, objetivo visível e indisfarçável.

Alguns fatos, quando apreciados em bloco, configuram indícios de um bem planejado movimento, em busca do alcance de um total controle do País, para promover mudança traumática de regime de governo e perenizar, insidiosamente, a permanência, na direção da Nação, do grupo, atualmente, nela instalado. Dentre esses fatos, destacam-se:

A inaceitável tolerância governamental com a atuação criminosa do MST, que, entre outras possibilidades, constitui verdadeira força paramilitar;

A tentativa de desmoralizar as Forças Armadas regulares, por meio de campanhas de críticas ao seu desempenho, do sucateamento do seu material de combate, dos ridículos orçamentos, dos escorchantes contingenciamentos e, ainda, de seus humilhantes salários;

A criação e o contínuo crescimento de uma Força Militar de elite, paralela às Forças Armadas, com elevada prioridade orçamentária, sob o pretexto de sua aplicação especial na segurança pública;

A evidente injeção de dinheiro do povo nas principais empresas de comunicação de massa do País, que contam com a participação societária de familiares diretos do Presidente da República e de político cassado pelo envolvimento no escândalo do “mensalão”;

A recente decisão presidencial de criar uma rede de rádio e televisão estatal, sob seu controle único, visando a influir, diretamente, na opinião pública, em competição com as empresas privadas;

A permanência da concessão da “Bolsa Família” para milhões de famílias carentes (que precisam de emprego e não de esmolas), com vista à covarde compra de seus apoios políticos numéricos; e

Tantos outros mais.

Nesta oportunidade, pois, espera-se que a comemoração de mais um aniversário do vitorioso movimento de 64 possa servir de alerta para aqueles que ainda têm esperança de implantar, no Brasil, um retrogrado regime bolchevista.

Que não tentem isso, novamente, porque o povo e as Forças Armadas, mais uma vez, irão às últimas conseqüências, para evitar que tal aventura tenha sucesso.

 

 

 

Ten.-Brig.-do-Ar Ivan Frota

Presidente do Clube de Aeronáutica

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DISSE TUDO QUE SE PODERIA DIZER. GRUPO GUARARAPES.

 

ELIANE CANTANHÊDE

Nunca antes neste país?

BRASÍLIA - O governo Lula cedeu aos sargentos controladores de vôo e abriu uma crise com brigadeiros, generais e almirantes. O tempo dirá se foi um bom negócio. A história costuma dizer que não.
No meio do tiroteio entre o governo e os sublevados, quem foi atingido por uma bala certeira, e não necessariamente perdida, foi a Aeronáutica, que foi desmoralizada.
O comandante Luiz Carlos Bueno foi atropelado pelas negociações dos ministros da Defesa, Waldir Pires, e do Trabalho, então Luiz Marinho, com os sargentos que fizeram operação-padrão em outubro, contrariando as leis militares e até a Constituição. Agora, o novo comandante, Juniti Saito, foi desautorizado pelo próprio presidente.
Perdem Lula, Alencar, Pires, Dilma, Saito e toda a cadeia de comando militar, resvalando no descontrole e no sacolejo do Estado democrático. Ganham os controladores de vôo, que foram à guerra e venceram. Em vez de punidos, como quis Saito, foram brindados com as promessas de vantagens e de desmilitarização do setor. No dia 30 de março de 1964, Jango se reuniu com sargentos no Automóvel Clube sob aplausos do então consultor-geral da República, Waldir Pires. No dia 30 de março de 2007, Lula ditou do AeroLula a ordem para seu governo ceder aos sargentos de vôo, com apoio do ministro da Defesa, Waldir Pires -que depois sumiu.
O país não é o mesmo, a democracia é uma realidade e não há nenhuma hipótese de golpes. Mas essas coisas deixam marcas profundas. Lula e seu governo não estão apenas demonstrando incompetência num apagão mais do que previsto; estão brincando com fogo.
A foto dos militares esparramados pelo chão, com uniformes amarfanhados, em greve num setor vital e parando o país, é uma imagem terrível do governo Lula para a história.

elianec@uol.com.br

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PALAVRAS PROFERIDAS pelo General de Brigada Reformado LUCIANO SALGADO CAMPOS, na Solenidade de comemoração dos 43 anos da Revolução de Março (31.03.64), e de homenagem ao Presidente Castello Branco junto ao seu Mausoléu (Fortaleza, 30 de Março de 2007).

 

DIREÇÃO (Civis e Militares).

 

Primeiro de tudo, preciso agradecer ao Gen GAZZINEO, presidente da Comissão Organizadora desta Cerimônia, por me distinguir com o convite para vir, aqui, dizer algumas palavras, pertinentes a este momento solene. Momento promovido pelos que fazem o Circulo Militar de Fortaleza, a ASORFAC, o Clube Militar representado, o Grupo Guararapes, os ex-alunos do Colégio Militar e a AORECE - da Polícia Militar e Bombeiro Militar,  quando estamos manifestando os mesmos e mais puros sentimentos, que nos levaram à Revolução de Março, seus propósitos, seus efeitos, e seus líderes, especialmente o ínclito Marechal Castello Branco.

 

O Movimento Revolucionário, de 31 de Março de 1964 – que perfaz, amanhã, 43 anos de sua eclosão – foi, sem dúvida,  a Redenção da Democracia Brasileira. Data que não podemos deixar passar, sem comemorarmos condignamente, e, ao mesmo tempo, homenagearmos esse grande cidadão brasileiro, cearense dos mais ilustres,  um soldado sempre a serviço do BRASIL – HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO – o chefe maior da Revolução Redentora,  pelo que foi, pelo que fez e pelo que legou.

O movimento revolucionário de Março não foi um golpe para derrubar os que estavam no Poder e assumi-lo, e dele usufruir, como querem os que sufocam a verdade, os frustrados pela Revolução, os ideólogos da esquerda-marxista. A Revolução de Março foi uma verdadeira Revolução -  uma Contra-Revolução, como  queiram - para garantir a sobrevivência da nossa Democracia, restaurar a autoridade, e resgatar a Lei e a Ordem. E comungando com os anseios que vinham desde os tenentes de 22, a Revolução pretendia, além de  garantir a Democracia, implantar – e o fez, a moralidade na administração, a ética na política e nos demais campos do Poder, e promover um planejado desenvolvimento econômico e social.  

A Revolução impediu que a nossa Democracia soçobrasse a uma ideologia estranha, a qual, provado está, não vingou nem nos países que primeiro a praticaram e revela-se em pleno declínio onde ainda se pratica, conquanto o estrebuchamento de seus seguidores.

Os militares relutaram, e muito esperaram, para que a Revolução não fosse preciso. Mas a situação de desordem, criada pela filosofia dos que estavam no Poder – de o quanto pior melhor, chegou a um extremo, que o próprio povo – à frente muitos de renomados políticos, empresários e principais da sociedade, com o apoio da grande maioria da imprensa do País –  que o próprio povo, repetimos, apelou, mais uma vez, para que suas armas, que estão nas mãos das Forças Armadas, dessem um basta àquela situação que se tornava irreversível. O destaque do apelo foi a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade – em S. Paulo, promovida e liderada pelas mulheres, - as mulheres, que sempre estiveram à frente dos melhores anseios e propósitos do povo brasileiro.

 

Citação:

 

"Eles foram chegando aos poucos à Praça da República. E, antes das 14 horas, já ocupavam todos os espaços do local. Quando partiram em direção à Catedral da Sé, somavam, segundo estimativas da época, meio milhão de pessoas, ou cerca de 10% da população da cidade de S. Paulo naquele ano. Era a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, uma das maiores demonstrações populares da história do País, que aconteceu no dia 19 de Março de 1964, Dia de S. José – Padroeiro da Família, exigindo o fim do governo do presidente João Goulart".

 

(Jornalista KIYOMORI MORI. Folha de S.Paulo, 21.01.2004).  

 

 

 E com aquele apelo no peito angustiado, a grande maioria dos brasileiros via agravar-se a situação com  o Comício da Central do Brasil e a Reunião no Automóvel Clube, no Rio de Janeiro – tudo com a presença e o estímulo do próprio presidente da República, o qual pregava, em público, as reformas que pretendia, explicitamente, na Lei ou na marra, saindo, ele mesmo, dos limites da própria Lei. Comício e Reunião, com o antecedente da revolta dos sargentos em Brasília, acrescido nos fins de Março de 64, da revolta de Marinheiros – fardados, no Sindicato dos Metalúrgicos, e seus desdobramentos; e a  desordem generalizada, as greves e a quebra da disciplina e da hierarquia – nos navios, nos quartéis, nas bases aéreas e em outras instituições; e um movimento comunista em ebulição. Com tudo isso e muito mais, não restou às Forças Armadas outro jeito, senão desencadear o que já se indicava impositivo. E, na manhã de 31 daquele Março atípico, desceram, de surpresa, em direção ao Rio, onde estava o grosso das forças ditas legais, as tropas do General Olímpio Mourão Filho, vindas das alterosas –  das Minas Gerais, eclodindo o Movimento que logo foi vitorioso, ganhando o País inteiro, sem resistências a considerar. E que não teve sangue, porque as forças do mal não tinham respaldo na opinião pública.

E logo, suas positivas conseqüências: a reorganização do Estado, com governos sérios, sob o comando de militares, sim, mas com a efetiva colaboração de civis, criteriosamente escolhidos – por suas qualificações morais, intelectuais e técnicas. E em seguida, posto em execução  um plano de desenvolvimento econômico-social. E os subseqüentes grandes resultados na infra-estrutura: - as hidrelétricas de Itaipu, Tucuruí, e Boa Esperança; e a Usina Nuclear de Angra; e os aeroportos de Guarulhos, novo Galeão e Confins; e os portos – construção ou ampliação – de Itaqui, Paranaguá, Rio Grande, Santos e São Sebastião, Sepetiba, Salvador, Suape e Mucuripe; e a ferrovia Carajás/Itaqui; e a ligação ferroviária Brasília/S.Paulo; e a conclusão do Tronco Ferroviário Sul; e a construção de rodovias, passando-se dos menos de 19.000 Km existentes, para mais de 75.000 Km, com destaque para o asfaltamento da Belém/Brasília, e de Cuiabá para o Norte e Noroeste; e a audácia da Transamazônica, integrando-se o resto do País à AMAZÔNIA, aquela mais rica – e nossa ! - região do planeta, acabando-se, definitivamente, o arquipélago que, até então, era o Brasil; e, ainda, estabelecer-se um dos maiores complexos de Telecomunicações do mundo. E, como melhor resultado disso tudo, o grande incremento da indústria e da agropecuária e, por conseguinte, das exportações: o País deixando a posição de 48ª para a de 8ª economia do mundo, com crescimentos do PIB superiores, até, a 10% a/a; e a produção de petróleo aumentando em mais de 300%, e a Petrobrás tornando-se líder mundial na extração de óleo em águas profundas; e o Pró-álcool,  o vitorioso programa do combustível alternativo - renovável, hoje copiado e imitado, até, pelas grandes potências, à razão  da escassez do Petróleo; e o Conselho Monetário, e o Banco Central, e o BNH, e a Reforma Administrativa; e etc, etc. E no campo social: o MOBRAL, o Projeto RONDON, a definição da previdência social com o INSS, o FGTS, o 13º Salário; e o Estatuto da Terra (que era a reforma agrária a fazer-se na Lei), e o Fundo Rural - assistência aos velhinhos do interior sem mais forças para trabalhar. E muito, muito mais, fastidioso descrever. SALVE A REVOLUÇÃO DE MARÇO!

Era propósito da REVOLUÇÃO – como manifestou Castello no seu próprio discurso de posse, logo devolver o Poder aos civis, assegurada que estivesse a Democracia, único sistema de governo que se coaduna com a tradição histórica do Brasil. Mas isso não foi possível, com os atos de terrorismo que se iniciaram no traiçoeiro atentado no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, com inocentes mortos e feridos;  e que tiveram seqüência em numerosos atos de banditismo, praticados, em todo o País, pelos terroristas frustrados pela REVOLUÇÃO, - frustração que vinha desde 1935. Não foi possível, pois, cumprir-se o pretendido. E tiveram os governos ditos militares, de combater a anarquia, e a desordem, e os crimes hediondos -  que se alastraram pelo País; no que, felizmente, os militares foram vencedores, como revolucionários do bem, em particular com a extinção da estupidez criminosa e perigosa, da guerrilha do Araguaia. Foi preciso o braço forte,  de mão amiga para os verdadeiros brasileiros, à feição de um lema do Exército,  praticado, também, pelas outras Forças Armadas – a Marinha de Guerra e a Aeronáutica, com suas valiosas, patrióticas  e decisivas participações. SALVE A REVOLUÇÃO DE MARÇO!

 

((Fazer pausa)).

 

O Presidente e Marechal HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO – foi de imediato o escolhido como o primeiro mandatário, pelos seus pares e as mais expressivas figuras políticas, daquele momento histórico, reconhecido em expressiva eleição pelo Congresso, pois só concordara em aceitar o cargo e o encargo, em moldes democráticos. Foi um homem da Lei e pela Lei; um Cidadão e um Soldado, a exemplo de Caxias, que sempre teve como guia e farol a Missão Constitucional das Forças Armadas, de defender a Pátria, de garantir as Instituições, a Lei e a Ordem.  – A MISSÃO que é, afinal,  de todos nós militares, e que juramos cumprir, perante a Bandeira do BRASIL. E temos a ciência e a consciência de que, a exemplo de Castello, cumprimos,  mais uma vez, com a Revolução de Março. 

Castello foi sempre um defensor das Instituições. Pode-se dizer, até, que Ele mesmo era uma instituição – de caráter, competência, seriedade,  e patriotismo.